POEMAS AOS MISERÁVEIS

Passos passam pelas calçadas
do centro da cidade. 
Nas calçadas também jazem 
os desajustados, 
os miseráveis, os marginais,
enrolados em trapos, em papelões 
ou sacos de plástico. 
Chamam-lhes de vagabundos, 
bêbados, preguiçosos. 
Quem saberá de suas histórias 
em um país assolado, esfolado 
e carcomido pela crise?
Quem saberá de suas histórias 
em um país no qual a justiça social 
é um conceito abstrato?

© Francine Canto

Autor: Francine Canto

Sou mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia, pela UDESC, e tenho experiências como professora, artista, consultora educacional, assessora administrativa e de comunicação, designer educacional e coprodutora de projetos culturais e educacionais. Para saber mais acesse: http://francinecanto.net

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s